Josep M. Armengol aborda uma questão cada vez mais visível: “o que significa ser homem no século XXI?”, ou seja, como as masculinidades tradicionais são desafiadas pelas transformações culturais, feministas e sociais?
A sinopse resume bem: «A questão não é (apenas) a que privilégios devem os homens renunciar em nome do feminismo, mas (também) o que podemos ganhar com a nossa participação ativa nele.»
Esse tom de oportunidade — não só de culpa ou de “renúncia” — faz do livro uma proposta proativa de reflexão para homens, não apenas para a crítica do patriarcado.
O livro não se limita a apontar problemas, mas propõe uma “reinvenção” das masculinidades — ou seja, como homens podem se engajar no feminismo, redefinir conceitos de masculinidade, de vulnerabilidade, de afeto, de cuidado. Isso torna o livro útil não só para reflexão crítica, mas para ação.
Armengol destaca que esta mudança não é um sacrifício unilateral dos homens, mas uma possível conquista — homens “melhores”, mais livres de máscaras, mais saudáveis emocional e socialmente.
“A Reinvenção da Masculinidade” é um livro importante e muito oportuno. Convida os homens (e todos os leitores) a repensarem o que a masculinidade significa, quais os custos que impõe aos homens e às mulheres, e como uma participação ativa no feminismo pode beneficiar todos os géneros. É um convite à mudança — não apenas por moralismo, mas por libertação e transformação.
ISBN: 9789896719579 Editor: Tinta da China Páginas: 320