Eu que não conheci os homens

“Deve ser por isso que sou tão diferente das outras. Devem ter me faltado algumas das experiências que tornam alguém realmente um ser humano.”

Jacqueline Harpman (1929–2012) foi uma escritora e psicanalista belga de origem judia. Viveu o exílio durante a Segunda Guerra Mundial, o que marcou profundamente a sua visão do mundo e da condição humana. A sua formação em letras e psicanálise refletiu-se numa obra literária marcada pela introspeção, temas existencialistas e personagens em situações de isolamento ou crise de identidade.

“Eu que nunca conheci os homens” é uma obra distópica que mergulha nas profundezas da condição humana, explorando temas como identidade, memória e a procura pela liberdade.​

A narrativa é conduzida pela perspectiva única de Pequena, a única que não possui memórias do mundo anterior. Essa escolha narrativa aprofunda a exploração da identidade e da humanidade, destacando a importância da memória coletiva na formação do ser. A escrita objetiva e direta reflete a visão limitada da protagonista, tornando a leitura intensa e reflexiva.​

A obra também pode ser interpretada como uma alegoria do Holocausto, refletindo sobre a perda de dignidade e humanidade em situações extremas.

ISBN: 978-989-711-275-1 Editor: Livros do Brasil Páginas: 208